O problema é que o pensamento do brasileiro sobre o assunto é muito 8 ou 80. Principalmente pra essas pessoas que costumam apostar em casa lotérica da Caixa pra Mega-Sena, etc. É capaz do brasileiro achar que se pode Bet pode tudo ou que se não for pra ter Bet é pra ter nada.
É muito diferente você lidar com interesses de empresas terceiras, no entanto. Por exemplo, vamos dizer que o Brasil libere a cassinagem geral. Que comece a ter cassino em tudo quanto é lugar como um verdadeiro Paraguai. Aí viria o interesse de empresas terceiras como a Fatal Model, as empresas de cachaça, de Whisky, etc. Porque é um meio que atrai esse tipo de coisa.
Portanto, é muito diferente você liberar um “appzinho de celular” do que a cassinagem geral. A transformação fica mais lenta e mais sob controle. Mas, como podemos ver, a coisa está saindo do controle e o Futebol brasileiro caiu de cabeça no universo das bets.
A questão é como lidar com isso, como assimilar esse novo universo do futebol brasileiro sem destruir todo o dinheiro que esse universo das bets trouxe. Porque lidar com o futebol no Brasil já era lidar com bicheiros e outras figuras do universo Malandro do Brasil.
Então não é simples. É necessária muita energia de caboclo pra reverter esse jogo e conseguir assimilar culturalmente o financiamento que o futebol brasileiro precisa sem cair na cassinagem.
Para quem acompanha o xadrez sabe que esse é um problema já te muitos anos. Magnus Carlsen se envolveu com uma empresa que se especializa em lavagem de dinheiro através desse sistema de apostas. Ele o seu status de celebridade para trazer jovens já com inclinação para vicio(jogadores de xadrez têm inclinação a jogos de azar, ironicamente) para trazer esses jovens para o mundo das apostas, mas na real eles usam isso para mascarar os grandes sistemas de lavagem de dinheiro.
krl, eu já sabia disso ser muito prevalente no futebol e nos e-sports, mas não fazia ideia de que o xadrez também tava nesse nível



